Segunda, 17 Junho 2019 21:26

'Quem quer desarmar o povo é porque quer o poder absoluto', diz Bolsonaro

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Em discurso no Palácio do Planalto, presidente aproveita para pedir apoio de parlamentares; CCJ do Senado votou pela revogação de atos de Bolsonaro

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro aproveitou seu pronunciamento em um evento no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, para pedir o apoio de parlamentares no que classificou de "batalha do decreto das armas ".

— Senadores, deputados, temos a batalha do decreto das armas, vamos lutar lá [no Congresso], porque quem quer desarmar o povo é quem quer o poder absoluto. E eu quero que o povo, o cidadão de bem, tenha o direito à legítima defesa — declarou o presidente, direcionando suas palavras aos parlamentares presentes na cerimônia.

No sábado, durante cerimônia militar em Santa Maria (RS), o presidente defendeu que o povo tenha o direito de andar armado "para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de prova absoluta".

— A nossa vida tem valor. Mas tem algo muito mais valoroso que nossa vida, que é nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para nosso povo para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de prova absoluta — disse o presidente, durante evento em memória ao marechal Emilio Mallet, o patrono da Artilharia.

No sábado, ele também publicou em suas redes sociais um pedido para que a população cobre dos senadores a manutenção de seu decretos que flexibilizaram o porte de armas.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado votou pela revogação dos atos do presidente. A decisão, porém, ainda precisa ser referendada pelo plenário da Casa.

O governo foi derrotado na CCJ, na última quarta-feira, por 15 votos a nove. Senadores aliados do presidente admitem preocupação com a possibilidade de o resultado contra os decretos seja mantido no plenário da Casa.

A votação seria na própria quarta, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em acordo com os líderes, decidiu adiar para esta semana e deve acontecer na terça-feira.

 Link para consulta: O Globo

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